C
U
R
T
A
PALAVRADEIRA
na tribuna livre
do sem crime
E
N
C
U
R
T
A
sermão oportunista
do verbo fanático
filosófico e
fé turva
C
U
R
T
A
PALAVRASURTA
no rodeio
do filme
justo
E
N
C
U
R
T
A
palavreado gasto
de língua embandeirada
onde um brasão assanhado
DESPE
calças curtas
Domingo, Junho 29, 2008
6:13 PM
Pó Eta
Não serei a
Pó
Eta
das máquinas
abandonadas no sótão
Renego o exílio
das
T
E
C
L
A
Sombrias
Vazias
Só serei a
Pó
Eta
das ultrapassagens
loucas em dias
de poesia
Aceito o desafio
das
T
A
T
U
A
G
E
N
Semblantes
Espumantes
Sábado, Junho 28, 2008
12:03 AM
Por Hoje
Por hoje
A matéria reconstruíu-se
em divisórias de vidro
Tão frágeis quanto aqueles sonhos
da tua memória
Não importa a hora
nem o tanto que foi embora
Estive há poucos minutos
Alimentando tua boca
Olhando tua expressão
Falando em teu ouvido
Insistindo no abraço
Beijando tua mão
Pedindo proteção
Por hoje
não te vi aqui
e te busquei delicadamante
em recordações
O que importa agora é amá-la
mais do que ontem
na harmonia
de um novo dia
Quinta-feira, Junho 26, 2008
10:03 PM
...
O que será ser neurônio desligado
quando outro dia amanhecer...
Será recomeçar?
Será esquecer?
Será o vazio?
Será nada sentir?
Será ser livre sem perceber?
Segunda-feira, Junho 23, 2008
2:26 PM
.............
Amar é página escrita dentro do peito.
É história viva!
Amar é entregar-se sem sobras ou manobras.
Não importa o quanto foi dado e recebido
ou o coração acolhido.
Quem ama sabe do tempo em asas
com sol e lua de alfabeto.
Amar é infinita beleza!
Quando finita é momento de auto amar-se.
É a certeza do que somos
nas frestas da melodia em estrelas.
Amar é repasso de laço!
É libertar o sentimento merecedor
ao suposto acolhedor.
Terça-feira, Junho 10, 2008
5:06 PM
Lagartos
O cenário mesclou-se nos
bancos frios da praça, elegendo
os narizes vermelhos
da estação.
Naquele resto de sol as pessoas
buscam vida de lagartos
e energias acumuladas
para as noites
geladas.
Os pequenos cobertores, as
sobras de papelão
tentam agasalhar mais corpos
que agonizam nos becos
da cidade.
As geadas são lindas
aos retratos da natureza
onde se enquadram as lentes
no folhetim do dia, porém
o vento endurece a fala.
...Qual mundo é esse...
que se cala?
Sexta-feira, Junho 06, 2008
12:40 AM
Nudez
Pensam que sou poetisa de plantão
e que toda a sintonia
vive num sonho.
Quem sou eu para tanta inspiração?
Espalho bilhetes na mesa
para os quais nem
ao dom sou certeza.
Pensam que tudo é beleza
no teclado de um computador
e imaginam dedos
mágicos salvadores.
Quem sou eu para despir-me do suor?
Retalho papéis na lixeira
e amanheço entre eles
naquele sol ferindo os olhos sonados.
Pensam na próxima estação
a espiar-me e nem de
perto o alvo surpreende.
Quem
sou
e
onde
estou?
Apenas respiro em mundos não vistos!
Quinta-feira, Maio 29, 2008
11:51 AM
!Basta!
Bandeiras comungam
pecados insanos enquanto
coronéis vermelhos
criam escravidão.
Povo que rasteia, fuça lixo
e encomenda sua vala
não se reconhece mais.
Os tratados seguem a marginalidade
em comboios falsos, hipócritas,
embusteiros e impiedosamente
retalham as bocas da fome.
Bandeiras amargam
digitais de carvão
queimadas
ao sol explêndido
do contra
dedos.
...De dentro...
...De fora...
os filhos órfãos esquecidos
sufocam as cicatrizes
abertas.
!Falem!
!Gritem!
!Despertem!
!A Bandeira é nossa e não precisamos de entulhos!
Quarta-feira, Maio 28, 2008
1:10 PM
.Da Terra.
Cheiro de incenso daquele
teu gasto pacote
esquecido
A fumaça exalando pessoas
da terra tingida
no anil aos montes de sal
A tosse chega sem tréguas
nas manhãs da tua
vida
E você
completamente autista
entre o ficar
ou partir
Daqueles olhares constantes
só vemos a borra do café
determinando uma sorte
Uma viagem sem volta
nas dobras
do teu peito
que sem jeito oferecem abraços
O cheiro de incenso permanece
enquanto o visível
é pó sem combustível
..................
Desde quando a força interior
é sinal permanente?
De frente...meu pensamento
distraído
com pessoas ou coisas
agora suspensas.
Não sei se estou
ou
vou
deste pedaço quebrado
engessar emoções.
...Não sei...
Preciso de silêncio e por alguns
dias jogar-me na completa escuridão.
Andar e andar
sem prazo de validade
ou autenticidade.
Esta é a minha solidão e
um jeito, menos poético,
de libertar minha goela.
CEDEA - CENTRO DE ESTUDOS, DEFESA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL
CURITIBA-PR
Marília Becher Bahr
Integrante e Colaboradora do CEDEA
Considerado de Utilidade Pública Municipal em Curitiba pela Lei n°. 9074, de 05/06/1997.
Obteve “Diploma de Louvor” da Câmara Municipal de Curitiba, em 17/06/1998 e em 16/10/2002.
É UMA ENTIDADE AMBIENTALISTA NÃO GOVERNAMENTAL criada em 19
de novembro de 1988.